Grupo de Jovens da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Comunidade Santa Rita de Cássia / Pouso Alegre-MG

Arquivo da tag: respeito

O vento e o sol estavam disputando qual dos dois era o mais forte. De repente, viram um viajante que vinha caminhando.
– Sei como decidir nosso caso. Aquele que conseguir fazer o viajante tirar o casaco, será o mais forte. Você começa, – propôs o sol, retirando-se para trás de uma nuvem.
O vento começou a soprar com toda a força. Quanto mais soprava, mais o homem ajustava o casaco ao corpo. Desesperado, então o vento retirou-se.
O sol saiu de seu esconderijo e brilhou com todo o esplendor sobre o homem, que logo setiu calor e despiu o paletó.
Moral da história: O amor constrói, a violência arruína.


Um homem foi à floresta e pediu às árvores que estas lhe doassem um cabo para o seu machado. O conselho das árvores concordou com o seu pedido e deu a ele uma jovem árvore para este fim.
Logo que o homem colocou o novo cabo no machado, começou furiosamente a usá-lo e em pouco tempo havia derrubado com seus potentes golpes as maiores e mais nobres árvores da floresta.
Um velho Carvalho lamenta quando a destruição dos seus companheiros já está bem adiantada e diz a um Cedro seu vizinho:
– O primeiro passo significou a perdição de todas nós. Tivéssemos respeitado os direitos daquela jovem árvore, ainda teríamos os nossos próprios e o direito de ficarmos de pé por muitos anos.
Moral da História: Quem menospreza ou discrima seu semelhante não deve se surpreender se um dia lhe fizerem a mesma coisa.


Uma das grandes preocupações de nosso pai, quando éramos pequenos, consistia em fazer-nos compreender o quanto a cortesia é importante na vida. Por várias vezes percebi o quanto lhe desagradava o hábito que têm certas pessoas, de interromper a conversa quando alguém está falando. Eu, especialmente, incidia muitas vezes nesse erro. Embora visivelmente aborrecido, ele, entretanto, nunca ralhou comigo por causa disso, o que me surpreendia bastante.
Certa manhã, bem cedo, ele me convidou para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. Concordei, com grande alegria, e lá fomos nós, umedecendo nossos calçados com o orvalho da relva. Ele se deteve em uma clareira e, depois de um pequeno silêncio, me perguntou:
Você está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?’
Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:
– Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.
– Isso mesmo… É uma carroça vazia…
De onde estávamos não era possível ver a estrada e eu perguntei admirado:
– Como pode o senhor saber que está vazia?
– Ora, é muito fácil saber. Sabe por quê?
– Não! – respondi intrigado.
Meu pai pôs a mão no meu ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos, explicando:
– Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Não disse mais nada, porém deu-me muito em que pensar. Tornei-me adulto e, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e inoportuna, interrompendo intempestivamente a conversa de todo o mundo, ou quando eu mesmo, por distração, vejo-me prestes a fazer o mesmo, imediatamente tenho a impressão de estar ouvindo a voz de meu pai soando na clareira do bosque e me ensinando: Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.


A sinceridade é uma qualidade das pessoas honestas e éticas. Quem disser o contrário pode estar sendo tudo, menos sincero… Mas há diferenças entre sinceridade e rudeza. Ser sincero de verdade é agir com lisura e respeito. Já ser sincero com rudeza é desrespeitar o próximo. Há pessoas que são ferinas alegando ser sinceras. A verdade não existe para humilhar ninguém e sim para construir. Há formas e “formas” de ser sincero. Existe sempre um jeito de ser sincero sem destruir, e isso faz parte da arte do bom interrelacionamento pessoal. Sendo mais clara: é a educação pessoal ou o jeito de trabalhar as palavras que separa o joio e o trigo, o sincero e o rude, o sensato e o ignorante.
Uma regrinha para um bom convívio pessoal é usar de sinceridade e também guardar uma certa reserva. É necessário saber dosar o que falamos para não magoar as pessoas. É claro que podemos e devemos ter nossa opinião sobre vários temas e pessoas. Mas, ao emitir essa opinião com sinceridade, convém ter educação, equilíbrio e discrição. Ninguém precisa escancarar sua vida como se fosse um “livro aberto”. Nem exigir que os outros façam o mesmo. Já pensou se todos falassem tudo o que pensam? As pessoas se entenderiam menos ainda…
Não pense o leitor que estou pregando a dissimulação ou a hipocrisia. Não! Mas se ninguém é igual a ninguém a diversidade de pensamentos é uma realidade. O que não significa que devemos nos levar pela intolerância. Ao contrário. Quem quiser ter sua opinião respeitada precisa respeitar a do outro. E isso não implica em concordar ou discordar dos outros, mas dar limite às nossas falas. Às vezes, guardar a palavra é um preceito bíblico muito pouco observado.
Então, se você tinha dúvida, já sabe: a sinceridade não está só no conteúdo do que falamos, mas também na forma. Uma pessoa que usa da sinceridade bruta pode até acertar no conteúdo. Mas peca feio na forma e na intenção. Age com uma sinceridade maldosa, embora o termo pareça contraditório. Faria melhor se fechasse a boca.
Antes de dizer uma verdade, ainda mais quando ela parece dura ou dolorosa, se coloque no lugar da pessoa que vai ouvi-la. Avalie como ela a receberá e formule sua fala de um jeito que não a machuque. Ou, então, que a machuque o menos possível. É sempre possível ser sincero com delicadeza. Lembre-se: muita gente já se arrependeu por ter falado coisas sinceras sem pensar. E o que sai de errado da boca do homem geralmente termina em confusão.

Maria Helena Brito Izzo, terapeuta clínica e familiar.
Texto retirado da Revista Família Cristã.


Bem-aventurados aqueles que compreendem meus passos vacilantes e minhas mãos trêmulas;
Bem-aventurados os que percebem que meus olhos já estão nublados e minhas reações são lentas;
Bem-aventurados os que desviam o olhar, simulando não ver o café que por vezes entorno sobre a mesa;
Bem-aventurados os que, com afável sorriso, contentam-me, concedendo-me alguns momentos para me falar de coisas sem importância;
Bem-aventurados os que nunca me dizem: “Já me contou isso tantas vezes”;
Bem-aventurados os que me fazem sentir que sou amado e não estou abandonado;
Bem-aventurados os que compreendem quanto me custou encontrar forças para carregar minha cruz;
Bem-aventurados os que me facilitam a passagem final para a Pátria definitiva com amabilidade e boas maneiras.


Participantes: todos.
Tempo estimado: 10 minutos.
Objetivo: mostrar o desafio de se viver em comunidade e grupo.
Material necessário: bexigas para todos.
Descrição: O coordenador entrega uma bexiga para cada um, que deverá encher. Em seguida, propõe-se que deverão brincar, cada um com sua bexiga, sem segurá-la e sem deixá-la tocar no chão. O ideal é que o espaço não seja muito grande, de modo que as pessoas não tenham muito espaço entre si. Após um pequeno tempo, explicar que o convívio em sociedade pode ser complicado, pois cada um tem seu espaço que não podemos invadir.


Participantes: todos.
Tempo estimado: 15 minutos.
Objetivo: análise de valores morais e éticos e mostrar a divergência de opiniões que pode haver em um grupo.
Material necessário: papel e caneta para todos.
Descrição: o coordenado expõe a seguinte situação:
“Nossa cidade está sob ameaça de um bombardeio. Aproxima-se um homem e lhes solicita uma decisão imediata. Existe um abrigo subterrâneo que só pode acomodar seis pessoas. Há doze pessoas interessadas a entrar no abrigo:
– Um violinista, com 40 anos de idade, narcótico viciado;
– Um advogado, com 25 anos de idade;
– A mulher do advogado, com 24 anos de idade, que acaba de sair do manicômio. Ambos preferem ou ficar juntos no abrigo, ou fora dele;
– Um sacerdote, com a idade de setenta e cinco anos;
– Uma prostituta, com 34 anos de idade;
– Um ateu, com 20 anos de idade, autor de vários assassinatos;
– Uma universitária que fez voto de castidade;
– Um físico, com 28 anos de idade, que só aceita entrar no abrigo se puder levar consigo sua arma;
– Um declamador fanático, com 21 anos de idade;
– Uma menina com 12 anos e baixo Q.I.;
– Um homossexual, com 47 anos de idade;
– Um débil mental, com 32 anos de idade, que sofre de ataques epilépticos.”
Quais as seis pessoas que você escolheria?


Participantes: todos.
Tempo estimado: de 10 a 20 minutos.
Objetivo: ajudar na conscientização do papel de cada um no grupo.
Material necessário: uma cartolina e pincéis para desenhar.
Descrição: coloca-se a cartolina no centro do grupo e apresenta-se o objetivo: desenhar uma casa. Cada um deve fazer uma parte dessa casa, de modo a representar uma função no grupo. Ao final, avaliar o resultado, buscando ressaltar as diferentes funções e suas importâncias. Mostrar a importância de vários elementos e de cada um ocupar um espaço.


Participantes: de 10 a 30 pessoas.
Tempo estimado: 30 minutos.
Objetivo: estimular a participação de todos os integrantes e evitar a interrupção.
Material necessário: nenhum.
Descrição: o coordenador sugere um tema a ser discutido. Cada indivíduo terá exatamente 30 segundos para falar sobre o assunto, não podendo ser, em hipótese alguma, interrompido. Caso não demore os 30 segundos, deve-se esperar este tempo decorrer. Após isso ser feito por todos o tema deverá ser, finalmente, debatido por todos juntamente. A partir disso, deve-se refletir:
– Sabemos ouvir e respeitar a opinião dos outros?
– Conseguimos nos expressar de maneira clara e objetiva, utilizando argumentos válidos?


Participantes: 25 a 30 pessoas
Tempo: 35 minutos
Material: o mesmo numero de temas para o de participantes do grupo
Descrição: a AULINHA é dada quando o grupo tem dificuldade de expressão, é inibido e prolixo. Para isso o coordenador:
– Entrega a cada participante o tema, sobre o qual deverá expor suas idéias, durante dois ou três minutos;
– O membro participante anterior ou posterior dará uma nota ou conceito ao expositor, que será comunicada ao grupo no final do exercício;
– A AULINHA permite diversas variações, tais como:
A) O coordenador em vez de dar a cada participante um título de tema para dissertar em público, poderá utilizar somente um tema, ou então vários temas, mas com uma introdução para auxiliar as pessoas, ou até mesmo um texto para ser lido
B) Ou ainda pode-se utilizar uma folha em branco para que cada participante possa lançar nela no mínimo dois assuntos da atualidade, notícias recentes de jornais. A seguir recolherá os assuntos, que cada participante possa dar sua AULINHA, escolhendo um dos artigos constantes na papeleta.